O fotografo

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O Jornalismo em quadrinhos, é um um gênero dentro dos Quadrinhos aonde reportagens ou relatos são feitos contando de maneira parcial ou não o que está ocorrendo, dentre vários álbuns nesse tema, que ainda está em evolução, escrevi sobre duas obras de Joe Sacco, elas: Derrotista e Palestina. Como disse das outras vezes, o Jornalismo em quadrinhos é uma maneira perfeita para conhecer a cultura de outro país, o texto verídico, os relatos e as ilustrações tem um casamento perfeito para conhecermos os detalhes deste país. Disse em um texto que na minha opinião isso já era feito desde Tintim, do Hergé, apesar de que mostrava as riquezas de um país de maneira fictícia, após os 2 primeiros álbuns que foram criticados (um por ser anti-comunista e outro racista), o autor aprendeu e se aprofundou nas culturas dos países antes de fazer os álbuns.

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Entra em um nível totalmente inovador com “O fotografo”. Na metade da década de 1980, o fotógrafo Didier Lefévre viajou até o Afeganistão com uma equipe de MSF, ou médicos sem fronteira. Seu relato, e suas fotos foi o alicerce para o álbum “O fotografo”, aonde junto com Emmanuel Guibert e Frederic Lemercier formaram em quadrinhos a história da viagem de Lefévre, aonde muitas vemos a história por trás das fotos. Os registros de Lefévre são belos, muitos mostrando o cotidiano dos Afegãos. E as operações médicas, no segundo volume, ao perguntar sobre a pouca higiene e a condição precária a um dos médicos que tentavam fazer operações, temos a resposta do médico:

“Gosto muito do progresso. Os scanners, os exames complementares… Ainda bem que eles existem! Mas, quando não existem, é preciso fazer sem eles. E aí você reaprende a ficar atento, a escutar um corpo, a interpretar um suor frio ou uma linha que está ficando azul. Você reaprende a essência da profissão”.

Não sei porque isso me lembrou muito sobre a recente polemica envolvendo a importação de médicos estrangeiros  para o Brasil, aonde vão preencher vagas em locais aonde não existe médicos nem estrutura. A pergunta que fica é: Médicos estrangeiros conseguem trabalhar sem estrutura? Os médicos sem fronteira sim.

Vale lembrar a coragem do fotografo e dos médicos, pois na época houve a invasão da Russia no Afeganistão, aonde a entrada de médicos era proibida, devido ao conflito.

Aos 49 anos, Lefévre morre devido a um ataque cardíaco, pouco tempo depois de receber o premio de Angoulême pela terceira edição de O fotografo. Também retornou a outros países, dentre eles a Russia e a Sibéria, e ao Afeganistão depois do 11 de Setembro.

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