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Das maravilhas do Netflix: Trailer Park Boys

julho 7, 2015

A minha cena favorita de Trailer Park Boys acontece entre a primeira e a segunda temporada, não me lembro exatamente qual episódio. Na cena ocorre um dos corriqueiros tiroteios da série, aonde um dos atores da equipe de filmagem leva um tiro. E é socorrida pelo elenco.

Criada em 2001, a série durou diversas temporadas, filmes e especiais, até ser cancelada no sexto ano em 2008. Em setembro de 2014, Netflix comprou a série, como fez outras vezes, e a ressuscitou, lançando duas temporadas que apesar de não ter o mesmo fôlego, ainda trouxe boas histórias.

Ricky, Julian e Bubles são três amigos de infância, que cresceram e chegaram a idade adulta no estacionamento de trailer de Sunnyvale, Canadá, os três, e entre eles especialmente Julian e Ricky, são trambiqueiros e tentam ganhar a vida da maneira mais fácil possível, como roubos, golpes e assaltos, aonde em determinadas partes chaves, termina com um deles baleados ou mesmo com todos presos, aliás, a cadeia é um aspecto importante na série, aonde aparentemente no Canadá assim como no Brasil, criminosos crescem e convivem com idas corriqueiras a cadeia, com a diferença da qualidade das cadeias do Canadá comparado as masmorras que temos no Brasil.

Apesar de ser mais um mockumentary que todos estão de saco cheio de assistir (apesar que deste gênero saiu também Parks and Recreation e The Office – USA), o recurso é inovado pelas periódicas interações com a equipe de filmagem, como o tiro que o rapaz leva, Ricky querendo bater em um dos responsáveis pelo microfone, ou um maluco Mr. Lahey, conhecido antagonista dos personagens centrais, que ataca com spray de pimenta todos os personagens, o camera man e o policial.

A série terminou em 2008, mas após ser comprada pelo Netflix, depois de 06 anos em 2014, percebemos os mesmos personagens velhos, cansados, distantes da sonhada aposentadoria que comentam ao decorrer da série, tentando em vão enriquecer por qualquer meio, junto a mais uma quebra da quarta parede, que além de encenar para as câmeras, os atores atuam em palco aonde tentam vender bagulhos, xavecar a plateia, entre outras coisas.

Se tem algum pecado, é o Netflix Brasil não organizar da forma correta as apresentações ao vivo, filmes e episódios  da série, além de aparentemente não disponibilizar o primeiro filme e algumas outras apresentações, aonde a história fica meia desconexa.

Apesar disso, tem ótimo roteiro (apesar de atropelar/modificar alguns personagens entre o final e o inicio da série), e foi renovada para mais uma temporada, que deve sair neste mês.

Abaixo, segue uma compilação do Ricky atirando coisas:

Do fundo do baú – Nem tão antigo assim: No Heroics.

maio 30, 2014

Queridos amigos e amigas, encontrei esse post que fiz lá no inicio de 2012 para o site nerdice.com

Nele, o primeiro de análise de séries de comédia fora do padrão que mais tarde fiz com Parks & Recreation e Workaholics, além de outras que quero fazer como Orange is the new Black, the It crowd e Flight of th Conchords mas me falta, tempo, segue todo o conteudo do post em sic, como escrevi na época, com todos os erros de concordancia que ainda cometo ou deixei de cometer. Talvez seja impossível encontrar ela nos dias de hoje, mas quem sabe, vale a pena procurar!

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NO HEROICS  é uma série inglesa de humor que teve apenas 6 episodios, uma rápida pesquisa na internetmostra em fontes não muito conclusas que outras temporadas estão a caminhos, um “remake” americano também entrou em produção devido a popularidade da série, porém depois de mais de 2 anos até hoje não vi nenhuma noticia sobre o remake.

Ela teve estréia na mesma época de Heroes, quando assisti pensei que se tratava de uma paródia dessa leva de séries com “super herois”, porém era algo mais divertido, uma paródia de super-heróis, com o diferencial do humor inglês junto a uma pitada de humor negro, a série trata de uma cidade aonde é infestada de super heróis (tipo uma Nova York da Marvel aonde tem centenas de heróis), nela, pegamos carona em quatro super-heróis, porém ao invés de passar o dia a dia ou os passar em situações heróicas como era de esperar, temos como cenário principal um bar aonde os principais heróis da cidade se encontram no “final” da noite (uma espécie de pub), para contar sobre suas frustantes patrulhas, ou seja, tipicos fails heroicos. Ao contrário do que se espera eles não formam juntos uma equipe, e sim atuam sozinhos.

O que não falta são referencias a personagens de quadrinhos, comoExcelsior, uma espécie de Super-Homem, mas neste caso, um herói metido por ser o mais popular entre todos. Eu sugiro esta série não apenas por ser sobre super-heróis, mas sim por conter excelente diálogos. É uma pena que ela ainda ainda não tenha uma segunda temporada ou algo ãdo tipo, pois ela poderia gerar um sucesso, eu sinceramente não consigo imaginar uma remake nos Estados Unidos com essa série, acho que o tipo de humor e as situações não poderiam ser bem adaptadas, tendo as piadas bem mastigadinhas para os americanos entender, a não ser que mudem toda estrutura, coisa não muito comum nestes remakes.

Os quatro personagens principais são:

The Hotness – tem um poder legal, porém é um loser total, sempre dá mancada quando tenta salvar alguém.

Electroclash – controla maquinas, ex-namorada do The Hotness, apesar de ser super heroína não pensa duas vezes antes de usar os poderes para bens próprios.

Timebomb – um herói homossexual, talvez o mais engraçado do grupo e talvez o mais util porem com poder mais inútil, ele pode ver 60 segundos no futuro.

She – Force – Uma mulher dotada de superforça porém com grandes problemas de autoestima.”

 

Parks & Recreation

janeiro 14, 2014

Parks and Recreation

Apesar de me focar em quadrinhos tento dar um espaço para séries. Depois de falar de Workaholics, gostaria de comentar outra série que tenho assistido com muita alegria: Parks & Recreation.

Inicialmente como uma espécie de cópia de The Office, inclusive envolvendo os mesmos criadores desta série, Parks e Recreation começou a moldar sua estrutura, transformando Pawnee, a cidade fictícia que fica no estado de Indiana em um dos personagens principais.

amy-poehlerNesta série, acompanhamos uma funcionária da divisão de parques e recreação chamada Leslie Knope. Vice-Diretora em sua área, tem pela frente o libertário (leia-se, anti-governo neste caso) diretor Ron Swanson, que faz questão de contratar pessoas inaptas e ineficientes para trabalhar em seu setor. Então temos ai Tom Havenford, um consumista, que se endivida para ter carrinhos de golfe personalizados no estilo de um dos personagens de velozes e furiosos dois. Jerry, que na verdade se chama Gary, mas ninguém liga para isso, um talentoso artista e bom em tudo que faz, mas com uma criação única aonde em tudo que faz de bom, ainda tem algo de desastrado nisto. Muito atrapalhado, é o alvo de todas as brincadeiras no escritório. Somado a Donna, uma personagem que tem uma Mercedes e que lembra muito a personalidade de Tom Haverford, mas com maneiras totalmente diferentes. April, a estagiaria do setor, que com sua antipatia conquistou o coração de Ron Swanson. É importante notar que as personalidades desses personagens só foram moldadas a partir da Segunda temporada, no exemplo: Apesar de ser apresentado como alguém que odeia o governo, Ron Swanson só se tornou um libertário depois da metade da segunda temporada. O lado desastrado de Jerry também só começou a ser explorado nessa época.

Novas modificações foram feitas, Ann Perkins, enfermeira vivida por Rashida Jones, é o condutor inicial de toda a trama e avalanche de eventos que ligam Parks e Recreation, a uma sessão aberta para voto publico, anunciar que tem um buraco atrás de sua casa e que seu namorado quebrou as pernas ao cair dentro dele. Leslie Knope, que é vivida por Amy Poehler, pega dessa ideia de construir seu primeiro Parque, e assim, começar a escalada para um dia se tornar a Presidente dos Estados Unidos, seu sonho maior.

Porém o que Leslie não podia contar é com a força que as pessoas oporiam a seu projeto, desde seu diretor, Ron Swanson, que só depois concordou em tapar o buraco, como as pessoas da votação aberta ao publico, que é um dos trunfos da série em mostrar os doidos que cada cidade tem. Sempre os mesmos, mesmo que tenhamos mais de uma temporada de distancia aonde mostra outro voto publico, dando assim vida aos personagens da cidade, é muito interessante à maneira que a série encontra de manter vivo personagens coadjuvantes que aparecem apenas esporadicamente. Do Pônei “Little Sebastian” até Tammy, ex-mulher de Ron Swanson.

Esses Fóruns públicos foram inspirados em fatos reais, aonde os roteiristas, diretores e produtores de Parks e Recreation fizeram consulta com dezenas de políticos da Califórnia, e no quais muitos mostraram que a pessoa se opõe a projetos que podem ser benéficos a elas mesmas, no exemplo do Brasil, aonde população se mostrou contra aumento do IPTU para quem mora nas áreas ricas da cidade em troco da diminuição do IPTU para quem mora em regiões pobres.

Essa mudança de perspectiva da série, que começa a mostrar os empecilhos políticos para quem trabalha dentro da politica, começou também em sua segunda temporada, pelo que pesquisei; os produtores, diretores e roteirista começaram a escutar o publico e aprender com as criticas de sua primeira temporada.

Assim, a Leslie Knope, de paspalha cópia de Michael Scott (de The Office), se torna uma mulher totalmente Pró-governo – fazendo oposição a Ron Swanson. E ainda por cima se torna uma feminista, vemos situação de Gertrude Stein, ouvimos sua posição sobre o que acha de clubes de Strip-tease – algo muito parecido com a posição de Caitlin Moran no livro “Como ser Mulher”. Temos ela vestida de Rosie, the Riveter em um episodio que se passa no Hallowen.

Enfim, depois de todas as mudanças, em 2009 Parks e Recreation foi eleita entre as melhores séries por jornais como L.A. Time, Chicago Tribune, San Francisco Chronicle entre outros.

Em 2011, foi chamada de a série mais inteligente na TV, pela revista Entertainment Weekly – chupa, breaking bad.

E agora, em 2014, em sua sexta temporada, Amy Poehler recebeu o globo de ouro por melhor atriz em comédia, apesar de cotada para ganhar o premio antes, fica expresso em seu discurso o nervosismo de quem não espera ganhar. Creio que a série merecia ser premiada como melhor comédia também, mas como ainda não vi a série “Brooklyn nine-nine” não vou julgar.

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Enfim, não quis falar sobre a série em colocar spoiler e estragar para quem se interessa em ver a série, apenas quero deixar a mensagem de que vale a pena ser vista, para quem gosta ou não de politica, é humor, com excelentes cenas e gags, coadjuvantes que sempre aparecem e uma cidade que conseguiu ter vida própria, a série, que é em formato Mockumentary, no estilo de the office, ainda está em produção em sua sexta temporada.

Fiquem com os melhores momentos do melhor personagem da série, a parodia aos libertários, Ron Swanson:

https://www.youtube.com/watch?v=LyPw80a7BRI