O Homem-Aranha dos filmes deveria ser o Homem-Aranha dos quadrinhos.

maio 22, 2014

Emma Stone filming The Amazing Spider-Man 2 in New York on 17 April.

Como me desliguei brutalmente dos quadrinhos de Super-heróis perdi aquela ânsia de nerd tosco que madrugava em fila para assistir a estreia de qualquer filme, foi assim com os primeiros X-Men e com outros filmes como Homem-Aranha do Sam Raimi, senhor dos anéis, piratas do caribe, etc, etc. Mas entre os quadrinhos atuais, um que acompanho – e não leio, porque ler os quadrinhos da Marvel hoje em dia já é demais. É o Homem-Aranha.

Sei por exemplo, que numa ânsia para renovar o personagem, com uma desculpa indecente no nível da bala que “matou o capitão América apenas ter deixado ele em outra dimensão”, ou “Wolverine morrer e enfrentar o capeta no inferno”, ou “O Batman morrer e ficar perdido no tempo”, ou o “Thor morrer e como ele ser um Deus, renascer de tempos em tempos”, ou qualquer coisa Ad aeternum que as editora tem usado com cada vez mais frequência para vender gibis, bonequinhos e adaptar para filmes, eles fizeram o Homem-Aranha fazer um acordo com Mefisto (outro demônio diferente do qual Wolverine enfrentou), que em troca pela vida da Tia May, o Aranha teria que se separar da Mary Jane, apagando anos de cronologia, e de quebra fazendo com que a identidade do Aranha , que havia acabado de ser revelada em guerra civil, voltasse a ser um segredo.

Essa renovação fez com que personagens da mitologia do Aranha voltassem também alguns anos no tempo, enquanto outros foram reimaginados. Dr. Octopus as portas da morte, transfere sua consciência para o corpo de Peter Parker, fazendo uma troca. Assim, Peter morre no corpo de Octavio Octopus, enquanto o Dr., num surto de delírio e humanismo, tentasse consertar as coisas enfrentando os bandidos de maneira violenta (o que já vimos como Daken, fez ao substituir Wolverine em algumas edições, ou o Soldado Invernal fez, ao substituir o Capitão América, ou qualquer um que tenha substituído o Batman psicopaticamente, e ad aeternum novamente).

Recentemente, na época de lançamento do filme novo do Homem-Aranha, o herói começa uma nova fase na Marvel, com tudo como era antes.

É interessante observar que os heróis que são adaptados ao cinema, recebem um efeito “espelho”, basicamente, o reverso, de sua influencia nos filmes que depois se torna influenciável aos quadrinhos.

Foi assim, quando os X-Men nos quadrinhos, em uma fase genial escrita por Grant Morrison, foram apresentados na mesma época que o filme saiu nos Cinemas, apresentando os mutantes com roupas de couro. Os quadrinhos certamente inspiraram o filme em diversos aspectos na sua história. O filme, por outra vez, apresentou os Mutantes de uma maneira diferente nas telas, as jaquetas de couro de Brian Singer foi brilhantemente usadas por Grant Morrison para influenciar na tendência rock nos quadrinhos mutantes. Essa influencia, em toda sua fase continuou a vemos quando aquele personagem mutante “estilista”, que fazia design para uniformes de heróis, é assassinado. No mesmo arco, um garoto com poderes psíquicos se rebela contra os professores e faz um penteado que hoje é tendência no mundo hipster.

Na primeira adaptação do Aranha ao cinema, sua teia orgânica se tornou tendência nos quadrinhos após uma fase tosca que o Aranha morre e ao renascer está com as teias como um fluído corporal.

Vocês, nerds confessos  que leram todas essas edições, vão encontrar vários erros nos dados que forneci acima, estou ciente deles, mas estes ocorrem por alguns motivos:

01 –  Não ligo, realmente, para o quanto você sabe sobre quadrinhos, passar dessa fase de medir conhecimento em personagens é algo muito bom e vai te poupar muita, mas muita discussão inútil.

02 – Quase todas essas “sagas”, “fases”, “edições”, são muito, mas muito ruins. Tipos HORRÍVEIS, MESMO.

Assim, em seu novo filme, segundo com Andrew Garfield no papel do cabeça de teia, temos a mitologia do Aranha transportada para os cinemas de uma maneira que nem toda a preparação dos filmes da Marvel, nem as sequencias de três filmes anteriores do Homem-Aranha fizeram. A qualquer momento, podemos ter uma referencia um personagem dos quadrinhos, que aparecem ali, de jeito quase imperceptível, que se não estivermos prestando atenção, não há como vê-lo no filme. Nos filmes da Marvel as piadinhas são quase sempre isoladas, as menções, raras e resumidas em ceninhas pós-créditos. No Aranha não, esta tudo ali. Tudo gira em torno de Oscorp, que gira em torno de Manhattan. A cidade acaba ganhando vida assim como a megaempresa aonde todos parecem se encontrar. Rino foi imaginado de uma maneira que não poderia ser melhor, eu digo, boa parte dos personagens do Aranha são ridículos, veja o uniforma do Rino e depois podemos conversar. O Electro está fenomenal, e apenas o Duende Verde decepciona um pouco – sua concepção ficou muito ruim, mas afinal, ele acaba não sempre o vilão mais poderoso do filme, então,foda-se.

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O mais interessante é que de fato, os quadrinhos estão na tela. O Aranha pode ser um hipster que usa camisetas da trasher e anda de Skate enquanto faz experimentos vendo vídeos do youtube, assim como assistimos esses vídeos para tirar dúvidas de matéria, ele é a vitrine do Nerd descoladinho de hoje.

Veja bem, meu amigo, eu não tenho raiva, nem nojo de nerds descoladinhos, porque hoje em dia, todo mundo que diz odiar eles, é um pouco. Apesar de fortemente influenciado por Big Bangs, nerds descoladinhos do fundo do baú estão cada vez mais comuns, com o acesso a conteúdo do mundo todo, ser diferente e ser legal é normal, então não seja como aquele metaleiro tr00lzão que não curte músicas novas e batem e emos, e adote um nerd descoladinho, deixa o Homem-Aranha ser, o que o personagem realmente seria se fosse criado nos dias de hoje, meus queridos!

Por outro lado temos um Harry Osborn delicinha, fazendo rivalidade com o Aranha. Adorei o fato do vilão não ser o pai dele, porra gente, isso é muito antigo quando todos os heróis eram novos e os vilões tinham idade para ser pais deles! Vamos lá garotada, agora somos todos Nerd descoladinhos, não tem como escapar!

Adorei o fato, do Electro – esse sim um tanto mais velho que o Aranha, ser um nerd convicto, desses oldschools que se vidram em uma coisa, como filmes específicos ou livros e ficam nessa até morrer. O personagem de Jamie Foxx tá foda! Poderoso, inteligente e com mentais de falta de amigos!

Essa Felícia assistente do Harry é a Gata-negra das HQs? Se for, ótimo!

Os pais do Peter estar envolvidos numa treta cientifica a lá James Bond? Isso também teve nos quadrinhos, faz parte do personagem, e ao que me parece, esqueceram que o homem aranha para voltar a brilhar nas HQs, e voltar a subir no posto de herói principal da editora, que atualmente está ocupado por Wolverine e Homem de ferro,  não deveria ter saído do básico.

 

 

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Alguns livros de ficção/fantasia que vale a pena ler.

abril 30, 2014

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Perguntaram-me sobre livros de fantasia e ficção que eu indico, não estou por dentro desse gênero em específico, mas segue alguns autores e livros que considero essenciais:

Neil Gaiman – Autor de Deuses Americanos e Os filhos de Anansi, ótimo escritor que se distanciou muito dos quadrinhos para se dedicar a literatura, o que é ruim, pois é um ótimo roteirista, mas se mostrou um ótimo escritor de livros, tanto que lançou diversos títulos que tem vendido bem, entre eles livros infanto-juvenis que faz até um adulto sentir medo, como Coraline.

Deuses Americanos é um bom lugar para começar, Gaiman criou em Sandman um conceito de  Deuses urbanos que vivem no nosso mundo atual. Esses Deuses, outra hora grandiosos e poderosos perderam boa parte de sua força devido à descrença neles. Gaiman se baseia em uma ideia específica no qual o poder de um deus é medido pelo que acreditamos neles. No livro o protagonista é Shadow, um filho de Odin bastardo que é recrutado pelo pai como guarda costas.

Os filhos de Anansi se ambienta nesse mesmo universo, mas com protagonistas diferentes, nele acompanhamos Fat Charlie, um adulto que enquanto criança sofria bullyng de seu pai. Acontece que o pai dele morreu e Charlie vai aos poucos descobrindo que seu pai é o Deus-Aranha Anansi. Apesar de Deuses Americanos ter um plot mais legal, Filhos de Anansi é mais maduro, focado no humor, mas acho que vale a pena vocês lerem os dois.

Neil Gaiman escreveu vários outros livros depois desses, mas ainda não tive a oportunidade de ler, o que é triste. Ele escreveu “Belas Maldições” com Terry Pratchett, que não pude ler, pois o livro além de difícil de encontrar sempre custou muito caro, mas falando em Terry Pratchett esse é outro autor de fantasia e humor infalível.

Em seus livros, da série Discworld, ele satiriza Senhor dos Anéis e outros livros conhecidíssimos de fantasia e aventura medieval!

Ótimo escritor, ainda me lembro do primeiro livro que li dele:

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“O fabuloso Mauricio e seus Roedores letrados”, sobre um gato que lidera um grupo de ratos inteligentes aonde eles dão golpes nas cidades satirizando a historia do Flautista de Hamlin, história compilada pelos Irmãos Grimm, na qual um Flautista acaba com uma epidemia de ratos hipnotizando-os e os afogando num lago, é um livro muito divertido, vale a pena leitura para entrar no universo de Terry.

Já o livro introdutório para minha pessoa, não que seja o primeiro que eu li, mas que eu gostei bastante e marcou minha adolescência (li com meus 13 anos), foi o Mundo de Sofia. Pode ser longo, mas ele acerta porque consegue explicar diversas bases da filosofia, como uma espécie de guia nessa ciência.

Basicamente estes são meus livros favoritos na área, não sou um grande apreciador de fantasia, mas queria não me ater a Harry Potter, Senhor dos Anéis, Guerras dos Tronos entre outros hypes.

O chamado de Tchutchuco.

abril 10, 2014

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Nesse ano de 2014 resolvi fazer algo diferente, como sempre esqueço quais livros vou lendo a cada ano, vou postar comentários e breves criticas sobre eles aqui, fiz isso esse ano com “O Lobo do Mar”. O próximo é uma série de livros do Lovecraft que saiu pela editora Hedra aqui no Brasil, no Carnaval a editora deu 50% com frete grátis em seus produtos, com uma qualidade selecionada de obras, papel off-set e uma tradução supimpa de Guilherme da Silva Braga, comprei 04 livros do Lovecraft, dentre eles o Chamado de Cthulu, O horror de Dunwich, Um Sussurro nas Trevas e a sombra de Innsmouth, tudo por módicos 54 reais, mas já aviso que fora O horror de Dunwich, os outros livros são pocket.

Dentre eles terminei de ler o Chamado de Cthulu e o Horror de Dunwich. Hoje vou falar da edição do chamado de Cthulu, primeiro que li.

Já conhecia o autor de nome há vários anos, mas só li uma obra dele quando um amigo meu (valeu Claudião) me emprestou “Nas montanhas da Loucura”, da editora Hedra, livro que li em coisa de uma semana, tamanho o suspense que o autor soube criar para o desfecho e do mundo que imaginou descrito em linha após linha, na época, nas montanhas da loucura estava em alta por causa de Prometheus e toda a polemica envolvendo o Guilhermo Del Toro, que queria filmar o livro, mas desistiu porque muito do que ele queria fazer já estava feito em Prometheus. Para quem ler o Chamado de Cthulu, de qualquer maneira, encontrará diversas referencias a Lovecraft em praticamente todos os outros filmes de Guilhermo, de Hellboy (na qual o autor, Mike Mignola também é um grande fã), até Circulo de Fogo, com monstros imensos que estão vindo do fundo do mar. Lovecraft puro.

Vale ressaltar que na vida, Lovecraft publicou apenas um livro, o resto eram contos publicados em revistas, como a Weird Tales, na qual colaborou boa parte de sua vida adulta e foi responsável por disseminar os mitos de Cthulu e toda a “pseudomitologia” envolvendo o Necronomicon e os Deuses Ancestrais.

Com isso em vista, fica interessante observar os diversos materiais extras contidos nos livros da editora Hedra, no intuito de deixar a publicação com um recheio maior para ter mais páginas, afinal só o Chamado de Cthulu tem apenas umas 50 páginas. Cartas de Lovecraft e contos menores que ajudam a preparar  a pessoa para entender melhor o que seria a mitologia envolvendo o Chamado de Cthulu, principal historia do livro, introduções e notas explicativas ajudam o leitor a se situar e a mastigar to o complexo universo criado por H. P. Lovecraft.

Mas se pegarmos para analisar há referências encontradas em diversos contos do escritor, em série temos, por exemplo, True Detective, que falei em meu último post. A ideia de Seitas Religiosas era algo que Lovecraft escreveu várias vezes, principalmente nos contos anteriores a neste livro, como o “Assombro nas Trevas” ou o “Modelo de Pickman”. O tão citado “Yellow King” inspirou Lovecraft, pois se tratava de um livro com dez contos de terror que estavam sutilmente interligados, assim como os contos de Lovecraft.

O conto “A música de Erich Zann” é puro Horror Cósmico, gênero que Lovecraft era expoente máximo e é uma espécie de síntese de tudo que esse gênero representa: o homem, sozinho no universo, sendo engolido pela escuridão infinita, o homem como ser insignificante perante aos seres ancestrais.

Já Dagon, temos a narrativa de um fugitivo na primeira guerra mundial, que encontra um antigo Deus, Dagon é inspirado em um deus filisteu.

Mas nem tudo são flores na obra de Lovecraft, apesar de ótimo narrador, apesar de conseguir exprimir o terror psicológico em seus personagens como quase ninguém fazia em sua época com reações convincentes de seus personagens diante das monstruosidades que encontravam em seu caminho, confesso que às vezes exageradas. Mas alguma coisa me perturba em suas narrações, de primeira ou terceira pessoa. Seus personagens são sempre cultos ao extremo, de todos os livros que li dele até agora, nenhum tem um personagem principal diferente dessa extrema. Ou são antropólogos ou folcloristas que estudam religiões e povos antigos.

O próprio Lovecraft era um aficionado por literatura, grande leitor, não se sentia aos pés de Poe ou outros escritores que em vida não produziram tanto quanto ele, mas talvez esse seja seu maior problema, Lovecraft exclui totalmente outros tipos de personagens, mulheres, quando existem, são omissas e só servem de personagem para seus textos. Povos “mulatos ou negros” aonde predominam religiões africanas, como citado no chamado de Cthulu, são pessoas anônimas sem nomes ou participações, ignorantes sem percepção que adoram deuses sanguinários e destrutivos, seria tudo bacana se não fosse essas pequenas coisas, que como já escrevi na revista rever no texto sobre Frank Miller, me deixa com o pé atrás com esse tipo de autor. Se o Lovecraft fosse tão inteligente a ponto de estudar sobre mitologias antigas, árabes, cosmologia e tudo mais como dizia, como ele podia ser em contrapartida um racista convicto? Não digo isso por apenas achar que ele era Racista, mas sim porque no livro “Sombra de Insmouth”, há vários trechos de suas correspondências, aonde dizia odiar negros, judeus, asiáticos e até canadenses!Adorava o livro “Minha Luta”, do Hitler. Ficamos então com uma contrapartida imensa do intelecto com uma falta de bom-senso por parte do escritor.

Vale observar a forma direta e crua como Guilherme da Silva Braga, que tem feito um trabalho impar nas traduções e edições das histórias de Lovecraft, expõe esses pensamentos do escritor.

Tendo em vista tudo isso em vista, vale ressaltar que em o Chamado de Cthulu não há nenhuma declaração infame do tipo, apenas por se tratar de contos curtos, tem protagonistas sem espaço para coadjuvantes de outras etnias/sexo. É tudo bem direto, com relatos em primeira pessoa bem explicativos dos protagonistas geralmente em um curto período de tempo.

Finalmente, vale a pena à leitura, apesar dessa critica quanto ao comportamento do autor, porém em “O chamado de Cthulu e outros contos” é composto por histórias curtas e ótimas, que despertam o desespero no leitor e é algo fundamental para entender escritores como Stephen King, Alan Moore e cineastas do cacife de Ridley Scott e Guilhermo Del Toro.

 

 

True Detective, vale a pena ver.

março 20, 2014

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Alguns amigos pediram para eu escrever sobre a série True Detective, depois de recomendar ela. Já escrevi algumas vezes sobre séries aqui, então acho justo dar um espaço para a série, mas para forçar esses vagais, deixo para os temas mais básicos sobre ela para ser pesquisados na internet mesmo, quer saber sobre algo? Pesquisa no google pô!

Enfim, vou falar sobre a série sem tentar me dar spoilers, se vazar algum, se fode aê.

True Detective, como a série antológica que é, trás cada temporada com histórias fechadas, isso é muito interessante, pois além dessa primeira temporada termos dois atores estrelas participando (sem contar o ótimo elenco coadjuvante), esses dois Matthew Mcconaughey e Woody Harrelson, nas próximas temporadas a quantidade curta de episódios unido ao fato de que ela vai ser fechada pode dar espaço para outros atores conhecidos participar. Afinal, hoje em dia temos Kevin Spacey no Netflix, e tantos outros atores que migraram do cinema para o teatro, esse é um dos pontos que gostaria de levantar sobre ela.

O segundo ponto fica com Nic Pizzolato, criador da série, considerado iniciante mesmo já sendo roteirista de The Following, protagonizada por outro ator proveniente de cinema, Kevin Bacon, com uma temática que envolve investigação policial, esse estreante tem muito potencial nessa área, pois como o nome sugere, True Detective é muito relacionamento e bastante investigação.

Os personagens de Mcconaughey e Harrelson, ambos Rust Cohle e Marty Hart investigam um bizarro assassinato, no qual após um tempo de investigação, descobre que se trata de um Serial Killer que vem agindo há bastante tempo no estado de Louisiana, enquanto Rust é um excelente detetive, com diálogos sobre teoria de cordas e até realidade alternativa, faz o povo classe média de Louisiana quebrar a cabeça para entender o que ele quer falar, antissocial, tem uma  história pesada, e apesar de não mostrar fica subentendido que ele conhece muito sobre cultura e costumes orientais, além de citar que medita, quando luta tem uma tendência a vencer os inimigos com torções.  Já Marty Hart é o retrato do policial mediano, apesar de ser mais velho na profissão, não consegue conduzir a investigação, apesar disso, com o tempo descobrimos que não é má vontade de sua parte, apenas o serviço de policial estadual em homicídios não é a área dele. Quando tem sua própria empresa de investigação Marty demonstra ser um brilhante e excepcional detetive, o que me leva ao terceiro ponto que gostaria de ressaltar a falar sobre a série, que seria a mudança dos personagens.

Mudança, a primeira temporada com 8 episódios, mostra a mudança dos personagens logo no primeiro episodio, por meio de depoimento, os dois ex-tiras vão detalhando todos os passos de suas investigações, enquanto Marty mudou e muito para melhor depois que saiu do emprego de policial na área de homicídios, Rusty já caiu em um estado de deterioração com seu corpo que a mudança fica visualmente na tela, a caracterização dos personagens é sublime na passagem de tempo, Mcconaughey que ano após ano tem se mostrado ótimo ator, também tem mostrado uma ótima aptidão para moldar seu corpo conforme o papel que faz, só fer Reino de Fogo, que tem seu parceiro Cristian Bale, outro mestre em emagrecer em um filme para ficar forte em outro. Não atoa, os dois atores ganharam oscar nos últimos anos, respectivamente melhor ator e ator coadjuvante.

Depois dessa parte, parto para o quarto ponto que gostaria de reverenciar na série, as personagens femininas, talvez seja um lado negativo da série, não é algo que me incomode, mas incomodou muitx feminitxs. No caso, seria sobre a pouca participação de mulheres nessa temporada, sendo relegadas apenas a papeis bem pequenos (com exceção da mulher do Detetive Marty), realmente tenho que admitir que esse é um erro, e é um assunto complicado, já tratei sobre isso diversas vezes. É de praxe em algumas séries, principalmente as mais adultas, esse assunto. Mas me tranquiliza saber que na próxima temporada, Nic Pizzolato está preparando um roteiro com protagonistas mulheres. Temos que verificar que a série tem 8 episódios, no qual se passa 17 anos. É muita historia em um tempo um pouco curto de 8 horas, muita coisa ficou de fora, não acho que essa questão deteriore o meu critério sobre a série.

Como meu tempo é curto, gostaria de ressaltar apenas outros 2 pontos, rapidamente: O primeiro é o que já foi bem falado, a série tem bastante influencia de quadrinhos nela, apesar de não parecer visualmente, em seus diálogos tempos referencias a obras de Alan Moore (Top Ten), e muito das teorias malucas de Grant Morrison, além de citar o assassino como “Rei Amarelo” não me deixa esquecer do Assassino Amarelo, de Sin City do Frank Miller. Fica aí o espaço para quem curte HQs comentar sobre isso.

Já sobre outra coisa interessante, por ser uma temporada relativamente curta, todos os episódios são escritos por Nic e dirigidos por Cary Fukunaga, isso dá uma identidade única a série, como se fosse um filme extendido, diferente de outras séries que geralmente são dirigidas e escritas por diferentes diretores e roteiristas.

Fora disso, uma área que gosto bastante, da política, está lá, mesmo que em alguns momentos bem de leve, só observar o sarcasmo de Rust quando tentam criar um departamento “contra crimes cometidos a cristãos”. Algo assim seria como um departamento que investiga crimes cometidos contra gente branca, não?

Enfim, espero ter esclarecido alguns pontos positivos/negativos sobre a série que gostaria de compartilhar com quem se interessou, mas foi vagal o suficiente para não pesquisar no google, mas que confie em mim a ponto de querer saber minha opinião. Eu sou suspeito, pois amo histórias de detetives e assassinos seriais, adoro psicologia criminal, li diversos livros (Serial killers made in Brazil e Serial Killers: Louco ou Cruel), além de outros como “Mentes Criminosas” e livros de ficção ou quadrinhos na área, é algo que gosto muito, então fico agradecido pelo convite!

Mais textos por aí.

fevereiro 23, 2014

Bom dia queridos, como disse anteriormente, sempre procuro outros blogs e sites para publicar meus textos.

Apesar de adorar publicar no raiolaser.net, apareceu a oportunidade de publicar no site http://revistarever.com com um texto sobre Frank Miller:

http://revistarever.com/2014/02/19/frank-miller-e-seu-batman-porque-cultuar-algo-tao-racista-e-misogino/

 

Sim, eu sei o que vão dizer “nossa, como você foi duro com o Frank Miller”, “Nossa, como você leva as coisas para o lado pessoal”.

Bom, sorry folks, mas sempre fui assim e há muito tempo penso essas coisas sobre o Frank Miller, após pensar sobre o assunto, reparei que algumas pessoas pensam a mesma coisa. Então resolvi juntar tudo num texto e mandar para algum site. Enfim, espero que gostem.

 

O Lobo do Mar.

fevereiro 5, 2014

Então em Dezembro ganhei de natal do meu irmão O Lobo do Mar, edição da editora Zahar.

O livro, talvez o mais conhecido de Jack London, é sem dúvidas um clássico livro sobre marujos e embarcações.

Na história, Humphrey van Weyden naufraga em um barco que estava navegando até São Francisco, sem esperanças de sobreviver, é resgatado pelo Ghost, um barco que caça focas comandado pelo Capitão Wolf Larsen, antagonista de Humphrey, o livro gira em torno dos debates éticos, materialistas e espiritais que os dois travam a praticamente todo encontro.

Wolf Larsen faz todos os náufragos que encontra como prisioneiros de seu navio e os obriga a trabalhar contra a vontade, pagando salario de marinheiro, todo tempo diz que isso faria bem ao jovem Hump.

Não quero estragar o livro, então vou resumir apenas alguns detalhes, comparações entre personagens reais ou não, vou apensas dizer o que achei do livro:

Gostei, tem muitos debates intelectuais entre Hump e o Wolf Larsen, todos os debates nos quais estão juntos vale a pena, a sabedoria do Capitão e a inteligência de Hump estão em conflito constantemente, sendo assim apenas observo 2 aspectos negativo que vi no livro:

1º Apesar dos debates entre si, Wolf Larsen e Hump algumas vezes parecem ser a mesma pessoa. Isso talvez porque Jack London tinha um pouco dos dois. Além de ser marinheiro por anos, era leitor aficionado.

2ºÉ muito legal aprender termos marítimos. Mas no final do livro (olha o spoiler, gente!), é impossível não se perder devido a quantidade de termo técnicos utilizado, talvez por ter pensado muito tempo navegando, Jack não tenha dado conta que seus leitores seriam leigos no assunto. Mesmo assim há ótimas ilustrações que ajudam a imaginar as cenas que estão acontecendo no momento.

Prometo escrever mais sobre Jack London logo logo, queridos!

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Parks & Recreation

janeiro 14, 2014

Parks and Recreation

Apesar de me focar em quadrinhos tento dar um espaço para séries. Depois de falar de Workaholics, gostaria de comentar outra série que tenho assistido com muita alegria: Parks & Recreation.

Inicialmente como uma espécie de cópia de The Office, inclusive envolvendo os mesmos criadores desta série, Parks e Recreation começou a moldar sua estrutura, transformando Pawnee, a cidade fictícia que fica no estado de Indiana em um dos personagens principais.

amy-poehlerNesta série, acompanhamos uma funcionária da divisão de parques e recreação chamada Leslie Knope. Vice-Diretora em sua área, tem pela frente o libertário (leia-se, anti-governo neste caso) diretor Ron Swanson, que faz questão de contratar pessoas inaptas e ineficientes para trabalhar em seu setor. Então temos ai Tom Havenford, um consumista, que se endivida para ter carrinhos de golfe personalizados no estilo de um dos personagens de velozes e furiosos dois. Jerry, que na verdade se chama Gary, mas ninguém liga para isso, um talentoso artista e bom em tudo que faz, mas com uma criação única aonde em tudo que faz de bom, ainda tem algo de desastrado nisto. Muito atrapalhado, é o alvo de todas as brincadeiras no escritório. Somado a Donna, uma personagem que tem uma Mercedes e que lembra muito a personalidade de Tom Haverford, mas com maneiras totalmente diferentes. April, a estagiaria do setor, que com sua antipatia conquistou o coração de Ron Swanson. É importante notar que as personalidades desses personagens só foram moldadas a partir da Segunda temporada, no exemplo: Apesar de ser apresentado como alguém que odeia o governo, Ron Swanson só se tornou um libertário depois da metade da segunda temporada. O lado desastrado de Jerry também só começou a ser explorado nessa época.

Novas modificações foram feitas, Ann Perkins, enfermeira vivida por Rashida Jones, é o condutor inicial de toda a trama e avalanche de eventos que ligam Parks e Recreation, a uma sessão aberta para voto publico, anunciar que tem um buraco atrás de sua casa e que seu namorado quebrou as pernas ao cair dentro dele. Leslie Knope, que é vivida por Amy Poehler, pega dessa ideia de construir seu primeiro Parque, e assim, começar a escalada para um dia se tornar a Presidente dos Estados Unidos, seu sonho maior.

Porém o que Leslie não podia contar é com a força que as pessoas oporiam a seu projeto, desde seu diretor, Ron Swanson, que só depois concordou em tapar o buraco, como as pessoas da votação aberta ao publico, que é um dos trunfos da série em mostrar os doidos que cada cidade tem. Sempre os mesmos, mesmo que tenhamos mais de uma temporada de distancia aonde mostra outro voto publico, dando assim vida aos personagens da cidade, é muito interessante à maneira que a série encontra de manter vivo personagens coadjuvantes que aparecem apenas esporadicamente. Do Pônei “Little Sebastian” até Tammy, ex-mulher de Ron Swanson.

Esses Fóruns públicos foram inspirados em fatos reais, aonde os roteiristas, diretores e produtores de Parks e Recreation fizeram consulta com dezenas de políticos da Califórnia, e no quais muitos mostraram que a pessoa se opõe a projetos que podem ser benéficos a elas mesmas, no exemplo do Brasil, aonde população se mostrou contra aumento do IPTU para quem mora nas áreas ricas da cidade em troco da diminuição do IPTU para quem mora em regiões pobres.

Essa mudança de perspectiva da série, que começa a mostrar os empecilhos políticos para quem trabalha dentro da politica, começou também em sua segunda temporada, pelo que pesquisei; os produtores, diretores e roteirista começaram a escutar o publico e aprender com as criticas de sua primeira temporada.

Assim, a Leslie Knope, de paspalha cópia de Michael Scott (de The Office), se torna uma mulher totalmente Pró-governo – fazendo oposição a Ron Swanson. E ainda por cima se torna uma feminista, vemos situação de Gertrude Stein, ouvimos sua posição sobre o que acha de clubes de Strip-tease – algo muito parecido com a posição de Caitlin Moran no livro “Como ser Mulher”. Temos ela vestida de Rosie, the Riveter em um episodio que se passa no Hallowen.

Enfim, depois de todas as mudanças, em 2009 Parks e Recreation foi eleita entre as melhores séries por jornais como L.A. Time, Chicago Tribune, San Francisco Chronicle entre outros.

Em 2011, foi chamada de a série mais inteligente na TV, pela revista Entertainment Weekly – chupa, breaking bad.

E agora, em 2014, em sua sexta temporada, Amy Poehler recebeu o globo de ouro por melhor atriz em comédia, apesar de cotada para ganhar o premio antes, fica expresso em seu discurso o nervosismo de quem não espera ganhar. Creio que a série merecia ser premiada como melhor comédia também, mas como ainda não vi a série “Brooklyn nine-nine” não vou julgar.

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Enfim, não quis falar sobre a série em colocar spoiler e estragar para quem se interessa em ver a série, apenas quero deixar a mensagem de que vale a pena ser vista, para quem gosta ou não de politica, é humor, com excelentes cenas e gags, coadjuvantes que sempre aparecem e uma cidade que conseguiu ter vida própria, a série, que é em formato Mockumentary, no estilo de the office, ainda está em produção em sua sexta temporada.

Fiquem com os melhores momentos do melhor personagem da série, a parodia aos libertários, Ron Swanson:

https://www.youtube.com/watch?v=LyPw80a7BRI

Como ano passado, aqui vai um resumo do blog no ano de 2013.

janeiro 2, 2014

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2013 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

A San Francisco cable car holds 60 people. This blog was viewed about 3,300 times in 2013. If it were a cable car, it would take about 55 trips to carry that many people.

Click here to see the complete report.

Humorista que não sabe discutir faz o quê? Associa tudo com o que ele mais gosta, ou seja, merda.

dezembro 18, 2013

Há muito tempo venho acompanhando a trajetória do coitadismo dos humoristas brasileiros, entre Rafinha Bastos e Danilo Nojentili, especificadamente. Enquanto o primeiro soube procurar a reclusão depois de receber processos e criticas em rede nacional, não por fazer piadas sobre estupros e sim piadas envolvendo bebês, o outro tem amargado em um programa de auditório que passa longe de ser engraçado e inteligente.

Danilo Nojentili tem cercado seu programa com entrevistados que tem muito a ver com sua ideologia, além da banda, Ultraje a Rigor, comandada pelo cara que tem pouco poder argumentativo, chamado Roger que faz videos no youtube acusando esquerdistas de não saber discutir, mas ao mesmo tempo chama qualquer mulher que o contrarie de “vaca” chamando para “dizer na frente” dele.

BY3oeGOCAAArAQNEle ainda chama para entrevistas imbecis como Rodrigo Constantino, péssimo econimista, sempre contrariado http://ohermenauta.wordpress.com/2009/05/01/rodrigo-constantino-mane/ , http://paginadoenock.com.br/miguel-do-rosario-contra-rodrigo-constantino-um-duelo-de-blogueiros-em-torno-do-pensamento-e-das-acoes-de-dilma-roussef/), também colunista de carteirinha da veja, que não teria sentido nenhum em ir a um programa de auditório, senão para propaganda politica contra o partido atual no poder do país.
 
Apesar de já ter citados estes humoristas antes, nunca fiz um post dedicado a qualquer um deles. Então vamos lá pelo real motivo: Nojentili, tem um site aonde tenta “refutar” todos seus acusadores. 
O ideia do site é válido, quando se usa de argumentos para tal. 
Li o post ” http://www.respondendoidiotas.com.br/?p=415 ” aonde responde, linha por linha, a um texto de Alex Castro, escrito no blog PAPODEHOMEM, o link para original vocês podem encontrar no site do Gentili, mas tome cuidado, pois no respondendoidiotas.com.br há um grande conteúdo de insultos sem nenhum sentido, coisas envolvendo alguma tara secreta do autor com fezes, pois a cada linha que tenta “refutar”, (como diria o amado Olavo de Carvalho, talvez autor de cabeceira dos imbecis politicamente incorreto) da carta aberta de Alex Castro, faz questão de citar coisas como “um tanto de merda que você escreveu”, “quantidade de bosta que você fala” e comparações com cheiro de jaula de elefante – fazendo aí também uma sacada nem um pouco inteligente com o peso do autor da carta aos humoristas, sempre cheio de sacadas geniais, esse Gentili.
 
Resolvi fazer este texto não tentando “refutar” linha a linha e também não apelar ao “ad nominem” (olha lá, reaças do meu Brasil, como também sei falar palavras diferentes!), como fez humorista, primeiro porque não tenho tanto tempo, segundo, porque no próprio texto do Danilo fica evidente a falta de argumentos para cada linha, e o mesmo precisa ficar enchendo seu texto com insultos envolvendo como eu disse antes, “merda” e piadas com peso. Ah, o mesmo também manda Alex ler mais. 
Complicado, porque fica difícil ver quem tem que ler mais no site do Gentili, pois o próprio humorista parece padecer de crítica e de interpretação de texto, além de noção de tempo e senso de realidade.
Vamos começar citando a tira que publica da revista mad, aonde faz piadas com Bahianos, Loiras e tudo mais, a tira, originária da revista Mad aonde Alex Castro fez parte, realmente é machista, racista, entre outros preconceitos. Mas tempos que fazer uma profunda análise quanto a quanto tempo a revista foi publicada, em 1993, ou seja, 20 anos. 
É fato que tanto o Ota quanto Alex Castro aprenderam muito sobre o que é ser preconceituoso nesse meio tempo, quem acompanha o Ota sabe disso. São pessoas que mudaram, e muito, seu modo de pensar. Quando eu tinha 14 anos, também fazia comunidades machistas e racistas no Orkut, mudei, e muito. E você, Danilo Gentili? É uma recusa muito grande em reconhecer os erros, o que nos leva a segunda parte do texto do Humorista.
Aonde cita o ocorrido, no qual compara King Kong com jogadores de futebol, Danilo não reconhece que errou e feio na comparação. Pois não só há associação a cor do King Kong com jogadores de futebol. Também há associação com o tipo físico deles, ou jogadores de futebol de pele escura do Brasil não são chamados de “macaquitos” ou “king kongs” nos outros países?
 
Meu querido, logo após fazer essa “piada”, ofereceu bananas a um usuário no twitter. Sei que tentou ser “politicamente incorreto” mas isso só pegou mal. 
 
Também em outra parte, Danilo tenta usar o coitadismo para justificar um cartum genial do Angeli, no qual dois padres comentam a parada gay e um deles diz ser bonito um dos transeuntes, usando do argumento que “atacar os opressores agora é atacar padres”, Gentili apela para um sensacionalismo sem tamanho. Fica claro que no cartum o que o autor ataca é a posição equivocada da igreja católica sobre casamento gay e relações homoafetivas. E se atacar algo como a Igreja católica, que fez a inquisição (ah tá, para fãs de Otário do Caralho, como Nojentili, a inquisição não existiu), além de espalhar preconceitos até hoje não é atacar uma das instituições mais opressoras do mundo, então acho que tem uma pessoa com sérios problemas mentais no mundo humorístico. 
 
Em outra parte, Gentili diz que mulheres e negros não são minoria no Brasil, o burro, como parece ser, não sabe interpretar textos e nem sabe o real significado da palavra “minoria”, que é a de que em um determinado numero de pessoas, uma menor parte tenha mais privilégios. Enfim, em um pais aonde existe metade da população negra e metade seja mulher, é engraçado os detentores de poder ser homens branco heterossexuais. Ou não?
 
Enfim, existe milhares de outras incongruencias no texto do Danilo Gentili, mas nenhuma que faça sentido rebater, pois qualquer pessoa que leia um pouco (não autores como Olavo de Carvalho, como o Gentili), saberá “refutar”. 
 
E parece que a pessoa que adora falar de idiotas úteis, acabou se tornando um idiota inútil.
Ah, e antes que qualquer um venha tentar usar o argumento de “blog sustentado pelo governo”, por favor, não venham com essa. Sou pobre, e diferente das pessoas pobres de direita, sou socialista de coração. Beijo no coração dos reacinhas.

 

Drops from Underground 2.

dezembro 10, 2013

Graphic Novels Marvel - 1

Meses depois da primeira edição, continuo aqui o giro dos quadrinhos que vale a pena comprar nas bancas. Peço desculpas mais uma vez pela minha ausência. É que fui demitido, e com isso tive que atualizar várias pendencias aqui em casa, não sobrando tempo para nada. Somando uma casa quase inundada por uma infiltração devida a chuva, estou agora de volta ao blog.

Vou continuar comentando a iniciativa da Panini de publicar edições clássicas da Marvel em edições de luxo a um preço convidativo, queria ver isso acontecer com a DC também, o jeito é esperar.

A um preço de 29,90 reais, a cada 2 semanas chega nas bancas uma dessas edições, depois de focar por algumas edições os Vingadores, Capitão América e Thor, agora a coisa realmente começou a ficar interessante, primeiro com a publicação de “A última caçada de Kraven” de J. M. DeMatties, também autor da liga da justiça cômica, ele dá uma profundidade autentica ao Kraven, inspirado nas obras de Dostoievski, usa até uma narrativa parecida, o próprio confirma nos comentários do álbum.

Seguido de Marvels, de Kurt Busiek e Alex Ross, uma graphic novel responsável de levar as HQs a um novo patamar, com a pintura realista de Alex Ross, temos as principais histórias da Marvel sobre a ótica de um jornalista. A coleção em si vale a pena para introduzir os leitores ao universo Marvel por um preço muito baixo.  O ponto baixo sem dúvida é a falta de divulgação das historias a ser publicadas, no site não há muita atualização, sabemos que as próximas edições serão “Guerras secretas” e “Demolidor: A queda de Murdock”, histórias que recomendo, sem dúvidas.

crowd - amazonas

Outra novidade é a edição de inicio de Planetary. Sem dúvidas, uma das grandes criações dos quadrinhos, melhor trabalho de Warren Ellis, é uma homenagem ao século passado, a arte de John Cassaday é primorosa, e ajuda a gente entender alguns atrasos que a HQ sofreu para chegar a conclusão. Se você leu e gostou, se prepare, pois a qualidade do Roteiro e da Arte aumenta a cada edição. Também por um preço convidativo de 19,90 Reais, apesar da capa cartonada, vale muito a pena.

Agora custando 19,80 Reais, mas contendo 2 edições em uma só e sendo lançada a cada 2 meses, Júlia, Aventuras de uma Criminóloga ainda sobrevive nas bancas. A revista com certeza perdeu muitos de seus leitores, descontente com o trabalho da Mythos, que ainda por cima, por questões de erro logístico, trouxe a edição 100 em preto em branco, sendo que os mesmos editores haviam prometido uma edição em colorido, meses atrás. Dentro do universo Bonelli, é natural a cada 100 edições de seus clássicos quadrinhos em Preto e Branco, uma ser colorida. Agora para anteceder imprevistos, os quadrinhos são lançados a cada 2 meses com o dobro de páginas, e consequentemente o dobro de preço. A estratégia, alem de anteceder o valor caro do quadrinho, serve para segurar o preço, já que por estar apenas a ca2 meses na banca, o custo de sua logística é diminuído.

Mas incrivelmente Júlia continua vendendo bem, isso devido a suas ótimas histórias e a qualidade do roteiro e da arte, como já falei diversas vezes.

Enfim, a Mythos, apesar de ser uma boa editora, pisa na bola as vezes e decepciona pelo alto preço de seus produtos, é só você ver os preços cobrado pelas edições históricas de Hellboy.

julia_kendall