Posts Tagged ‘alan moore’

Providence promete.

julho 15, 2015

providence alan moore lovecraft

Acabei de ler Providence, novo quadrinho do Alan Moore com Jacen Burrows, espero que saia no brasil logo, pois acredito que isso se trata de mais um dos clássicos do Moore, só que em um nível peculiar.

Há fortes referencias as obras de Minecraft, com direito a participação de um personagem de uma de suas mais horripilantes histórias.

Tem alma no trabalho de Alan Moore, ele sabe muito bem como contar uma história e não tem medo de mostrar isso.

Por outro lado, Jacen Burrows se superou na arte, antigamente não gostava muito dele, mas suas capas e a narrativa não decepcionam, as páginas silenciosas mostram que ele sabe botar no lápis as descrições do Alan Moore, enfim, vale a pena procurar o scan na internet, agora tá fácil de achar, em inglês, porque os blogs de fãs nerdões de scan no Brasil só sabem postar quadrinhos da Marvel/DC, entre outras coisas de mongolão.

Alan Moore sempre estuda bem a arquitetura sobre a cidade que escreve, isso fica claro nos painéis, legal os comentários situados na época em que se passa a história, como as mulheres ainda não ter o direito de votar, e sem contar as diversas referências ao Rei Amarelo.

Mas se tiver preguiça, devo comentar cada edição aqui.

Uniformes Sexistas dos quadrinhos.

junho 13, 2012

Se tem um site que consegue me fazer rir em qualquer lugar é o cracked.com, com humor inteligente e muito bem escrito, resultado de pesquisas detalhadas. Essa semana li um post muito bacana no site, apontando os 5 uniformes mais sexistas dos quadrinhos, já falei sobre o machismo e outros preconceitos que existem nos quadrinhos antigamente e nos dias de hoje aqui no blog, na minha opinião se você quer ver mulheres usando roupa minusculas deveria usar sua grana com revistas da playboy ou alugando filmes pornôs na internet. Aliás, há produtoras que estão lançando filmes nesse segmento. Temos ai Batman a XXX Parody, há outras versões do Superman, Mulher Maravilha e outros heróis.

A tara dos homens pelos uniformes de super-heroinas não vem de hoje, se a gente pegar Watchmen como exemplo, veremos que Alan Moore já ironizava o assunto quando criou a Silk Spectre, aonde a heroina realmente usava uma espécie de Maiô com uma roupa transparente por cima. Tendo tantas fontes para alimentar os tarados fãs da Marvel e da Dc, ainda fico espantado de como hoje, alguns artistas criam uniformes aonde o que menos prevalece é o bom gosto. Me pergunto se algum já pesquisou algo sobre moda antes de criar uniformes como os da “Poderosa”, aliás, vendo os “design” que Jim Lee criou para a reformulação da DC foi a completa certeza de que muitos denhistas em quadrinhos não tem noção do ridículo.

Bom, depois de malhar a personagem da poderosa, nosso amigo postador do blog segue descrevendo outra personagem da DC, a Estelar. Gosto muito da personagem dos jovens titãs, dos anos 80. Aparentemente ao reebotar essa personagem a Dc resolveu sexualizar ela ao extremo. Eu sinceramente não ligo para a personagem conduzir “relações em aberto”, mas a apelação para os punheteiros de plantão está muito forte. Cara porque a Dc não lança logo a sua linha de Quadrinhos pornôs? A warner poderia até lançar um carnal com o tema. Se ja usam Big Bang Theory para divulgar esses heróis imagina num canal pay per view!

Seguindo para a terceira posição do Top, que não seria um top sobre uniformes sexistas se em algum momento a mulher maravilha não estivesse citado nele. Acho que quase todos os uniformes da mulher maravilha tem um apelo exageradamente sexual. Tirando a jaquetinha e essa nova versão que está saindo pelo Brian Azzerello no reboot. Mas ai o autor do post, escorrega ao confundir em algumas imagens a Diana com a antiga namorada do lanterna verde, Carol Ferris, mas ai tem uma explicação da semelhança entre a mulher maravilha e a safira estelar(é este o nome?) e o em questão é referente ao uniforme que a mulher maravilha ganhou quando se tornou uma lanterna safira ( é isso? Desculpe amigos, parei de ler na guerra dos lanternas verdes contra os amarelos). O maior poder da lanterna safira é o Amor. É claro que o batman ou o superman não poderiam usar rosa né? Então acaba sempre sobrando para a mulher do grupo ter o poder mais inútil de todas as outras cores (Enquanto amarelo inspira medo e vermelho é raiva por exemplo).
Já o segundo lugar fica com outra mulher que não poderia faltar. Essa é Susan Richards, a mãezona do quarteto, no qual seu filho que existe a pelo menos 30 anos nunca saiu dos 10. A Sue já teve uniformes ridiculos nos quadrinhos, o comentado é aquele no qual o 4 do quarteto ao invés de ser estampado no uniforme é cortado aonde podemos ver seus seios. Não tem como não comparar com o uniforme da Poderosa, se você for analisar muitos super-herois carregam seu simbolo em seu Peito. Temos ai homem aranha, super-homem, Batman, Lanterna Verde, etc. Tanto a Poderosa como a Mulher-Invisivel tem em comum ser mulheres, logo, para que mostrar simbolos se podemos mostrar decotes? Li uma edição antiga da editora abril, aonde em uma história a Mulher invisível vai até um programa de radio aonde a entrevistadora é uma feminista. John Byrne trollou todo movimento feminista transformando a personagem em uma mulher aonde tudo que ele falava seria um argumento contra o rebaixamento da mulher contra os homens. TUDO. Não é atoa que os leitores de quadrinhos em geral são machistas que consideram quadrinhos apenas para homens. Essa história foi só um exemplo de inúmeras outras. Quando a feminista ( sem nem comprimentar Sue direito) diz “então você adotou o nome de seu marido?”, Sue diz que o fez porque o ama não tem muito argumento tanto na pergunta quanto na resposta.

Só não concordo com a posição final apontada pelo autor do post, do namor ficar com primeiro lugar, antes dele tem ai um número imenso de herois e vilãs em historias em quadrinhos com uniformes escrotos. Mas se for analisar que o autor quis ser original ao apontar o fato de que todo homem se vestiria como o namor se tivesse um superpoder fica fácil entender o porque escolheu ele. Se formos analisar, o uniforme realmente é ridiculo, vamos ver, você vem do mar, uma população de atlantis, não sei como pessoas no fundo do mar usariam roupas, se em um mundo desenvolvido na agua eles teriam vergonha ou não. Até entendo o namor vestir a tanguinha para interagir com os humanos. Mas ai não poderia vestir algo com mais roupa? Digo, “vou usar uma cuequinha para ficar de acordo com os humanos, mas serei ruim o bastante para usar só ela e mais nada, pois sou um vilão e quero deixar todos constrangidos”.

Em tempo: enquanto termino esse post vejo que uma outra polêmica envolvendo sexismo finalmente caiu em sites que evitam falar sobre o assunto, aparantemente, mais uma mula que nunca estudou um pouco de anatomia(sim, EU estou criticando desenhos agora) fez uma capa de uma edição com a mulher gato aonde a proporção é algo fora do comum,  o efeito “brokeback” aonde heroinas são desenhadas em pose aonde o desenhista tenta expor tanto a bunda quanto os seios dela. Um mestre nisso é o Jim Lee, o japa tarado conseguia colocar a Psylock pulando nas poses mais inexplicaveis dos quadrinhos.

Não sei o quão prático é criar sair para roubar casas usando uma calcinha atolada no brioco, mas tudo bem.

Você pode ler o artigo integral do site aqui.

Para não encher o post de imagens, algumas anexei como link no post, então se vocês quiserem ver alguns dos uniformes é só clica no nome das personagens.

Porque Não vou ler Before Watchmen.

abril 26, 2012

( A frase poderia ser aplicada diretamente ao Sr. Alan Moore).

Já falei aqui antes que eu não entendo como sites especializados em quadrinhos ficam noticiando tanto Before Watchmen, a iniciativa da warnerbros de fazer um prequel ( odeio isso, qualquer tipo de história que venha antes, como star wars, aliens, não me apetecem, opinião pessoal, eu sei.), não entendo como sites como omelete e melhoresdomundo ficam dando tanta corda para a iniciativa, o omelete até entendo, pois constantemente é paga pela warner para divulgar filmes e coisas do tipo, logo, colocar a hq em evidencia é uma maneira de conseguir mais visualizações dos produtos. Também vale notar que algumas das traduções são mal feitas pelos sites sobre as entrevistas do Moore contra a DC, mas gostei de saber que a briga dele ( que em primeiro momento estava sozinho ), foi o suficiente para conseguir uma espécie de guerra civil nos quadrinhos norte americanos ( porque aqui todos os blogs e sites do gênero continuam com as mesmas piadas ou noticias imparciais quando na verdade o buraco é mais fundo, quase escondido). Li um belo texto e com uma opinião bem forte  de David Brothers, aonde declara na LATA  que não vai ler mais nenhuma HQ da Marvel nem da  DC, com uma boa coragem, ele consegue achar brechas para criticar os artistas ( sem colocar tirar de fora a arte dos caras que mandam bem) do porte de Joe Kubert, e de fina, ainda tem um bom artigo no qual conseguiu me fazer pensar 2 vezes ao ver os filmes dos vingadores, no qual relembra da luta de Jack Kirby pela covardia que a marvel cometeu com o artista todos esses anos. Até porque Os Vingadores não é só um filme do farofa Stan Lee, nem um filme da Marvel, é uma criação também de Jack Kirby. Fica a nota do autor do texto de conseguir criticar um filme que está sendo aplaudido por todos de pé ( veja os medianos textos dos melhores do mundo) . Acho que essa ética de filme bom é apenas o feito para “divertir” vai bem mais longe. A humilhação pública que artistas sofreram, como Moore, como Jack Kirby, como Siegel e Shuster, vamos dar um exemplo bem recente:

Tony DeZuñiga, criador de Jonah Hex sofreu um AVC, um dos personagens mais bacanas do velho-oeste criado nos Estados Unidos, e o criador do cara está morrendo em coma por semanas? Digo, não teve um SUPER FILME DE MERDA estrelado pela Megan Fox nos cinemas? E os fãs? Acho que o maior cancêr da indústria é os fãs, que ignora essas condições e ainda enchem o peito para dizer que vão ler Before Watchmen. Eu não vou ler a série por causa das declarações do Moore, muito pelo contrário, achei que em sua entrevista ele foi um pouco ignorante em respeito aos artistas envolvidos. Não vou ler a obra pelos mesmos motivos que não vi todos os prequels envolvendo Alien, Predador, filmes de terror ou coisa do tipo, simplismente porque o Original vale mais a pena.

Em cima falei sobre uma possível guerra civil nos quadrinhos. Temos já essa declaração de David Brothers de que não vai mais ler quadrinhos da Marvel nem da DC, recentemente temos também o roteirista Chris Roberson declarando que iria sair da editora após terminar a série da Cinderela, e por consequência teve seu trabalho cancelado. Por outro lado temos chavinistas como J Michael Stranczinski dizendo que a indústria é assim e que devemos nos acostumar. Bom, eu entendo porque caras como Joe Kubert estão trabalhando nesse projeto, afinal, provavelmente não devem receber nada e precisam pagar as contas médicas, vai que ele sofre um AVC também e acaba no hospital, dependendo de doações de fãs e de ajudas de caras como Neil Gaiman???

O link para ler o texto segue aqui:

http://www.comicsalliance.com/2012/04/18/creator-rights-before-watchmen-avengers-moore-kirby/

* Claro que não necessariamente os prequels sejam ruins, mas os cala niqueis sim, pessoalmente não gosto de prequels, e bom, é só isso.

Alan Moore detona o universo.

março 14, 2012

Roubei isso do site do universohq, Alan Moore sem dúvida é um dos maiores escritores vivos dentro de qualquer mídia que conheço, respeito muito o trabalho dele, principalmente o trabalho feito após Watchmen, estes como  A liga extraordinária ou Promethea, acho Watchmen uma história muito boa, mas mal interpretada pelos songo mongos leitores de hqs que adoram dizer que “Watchmen” é o melhor quadrinho já feito. Watchmen nunca foi uma homenagem, isto fica claro logo no inicio com a narração de Rooscharch, Watchmen sempre foi uma sátira, está tudo lá, o heroi queridinho por todos, que estupra sua companheira de trabalho, e por aí vai. Se você acha que o Dr. Manhattam é apenas o Super-Homem de verdade, então tenho uma grande pena de você.

Entendo muito bem o que Alan Moore quer dizer, o que não entendo é o quanto sites gringos e os brasileiros, que apesar de criticar o produto, fazem questão de divulgar. Não proponho um boicote ao material, só acho que não há a mínima necessidade de ler este material. Assim como tantos outros lançados pela DC e pela Marvel, provavelmente nunca vou ler o material. Não faz sentido.

Defendo a postura do Alan Moore, também defendo a crítica, porém falta observar que apesar do que os mongolóides sites do Brasil se referem ao que ele diz que não lê mais revistas de histórias em quadrinhos isso na verdade é que ele diz que não lê mais os quadrinhos produzidos na América, por editoras como Dc e a Marvel. Ora, recentemente ele não fez um terror baseado em alguns livros do H. P. Lovecraft?

Então aí depende da interpretação do leitor.

Acho super interessante ele contribuir para os eventos ocuppy, segundo ele diz na longa entrevista está escrevendo um texto para o movimento ( os quadrinhos que vão sair ) e também para algo como um cd também que está sendo planejado, achei bem interessante. Também gostei de ver o que ele falou sobre essa molecada que compra os quadrinhos sabendo que o escritor se fodeu por causa disso. Digo, você para comprar uma porcaria dum quadrinho do homem- aranha sabendo que o escritor perdeu o emprego no meio de um arco porquê não concordou com os termos da história é meio que ser escroto não?

Bom, dou uma força para o Moore, gosto muito do material dele e acho que ele é um dos grandes escritores de quadrinhos que soube fazer histórias que não fossem recheadas de nazismo, sexismo, enfim, esse tipo de coisa.

Confira a entrevista aqui:

http://www.seraphemera.org/seraphemera_books/Alan_Moore_Interview.html

Melhor livraria do Rio de Janeiro.

março 12, 2012

Quando mudei de Campinas ( interior de São Paulo ) para o Rio de Janeiro, fiquei muito feliz quando achei que encontraria aqui no Rio livrarias bacanas ou até mesmo sebos ou Comic Shops ou algo do tipo. Devo dizer que fiquei incrivelmente decepcionado. Com preços caros, os sebos não são uma boa opção, e as livrarias do Rio não tem grande variedade sem ter preços absurdos para obras importadas ( que sabemos que não tem um controle igual os livros que são traduzidos e distribuidos no Brasil), sei que existe algumas poucas comic shops interessantes, além de uma série de livrarias legais como a da Travessa, mas sempre considerei esta muito elegante para os quadrinhos, coisa para gente metida que mora na Zona Sul.

Dentre dezenas de livrarias que já visitei nesta cidade ( e sebos, alguns tem uma certa variedade) este ávido colecionador de quadrinhos, a procura de coisa alternativa, encontrei hoje, a livraria Blooks, situada na praia de Botafogo ( sei que falei mal da zona sul! Mas botafogo é mais legal que a porra do Leblon. Bom, trabalho aqui em Botafogo, e fiquei surpreso com a gama de quadrinhos importados,  principalmente de autores underground que sinceramente nunca ouvi falar. Pretendo começar a ler eles lá e me situar mais com a variedade que encontrei. Segue o site da livraria abaixo:

http://blooks.com.br/

 

 

Recomendo fielmente, tinha até uma biografia em quadrinhos de Eddie Campbell, desenhista de Do Inferno do Alan Moore, além de vários importados do Crumb, ou até independentes do Balão Editorial, apesar da variedade, como muquirana preciso reclamar do ponto negativo das obras: O preço, amargo, um gibi de pouquíssimas páginas custava a bagatela de 30 reais, enquanto outros com qualidade de papel superior apresentava o mesmo preço. Outro ponto forte da livraria é uma seção dedicada a livros LGBT. Fico feliz ver que assuntos que são ignorados por determinadas livrarias ganham exposição em outras.

Blooks Livraria fica na Praia de Botafogo, 316 – Rio de Janeiro, Brasil
Telefone: (21) 2559 8776 | Rio de Janeiro – CEP 22250-040

E-mail: blooks@blooks.com.br

 

Bom, fikadika.