Posts Tagged ‘séries’

Voltei!

março 21, 2017

Após quase 2 (dois) anos, decidi voltar com o blog.

Muita coisa aconteceu, comecei duas empresas, fechei uma, voltei a trabalhar com informática.

Parei de desenhar, voltei a desenhar, parei e voltei recentemente.

Fiz diversos textos, nenhum deles para ser publicado, comecei um livro e larguei na pagina 30.

Li alguns poucos livros, em especial os do Harry Potter,

Sim, virei Potter maníaco.

Vi muita, mas muita série para falar aqui, dentre elas: Fargo, Girls, Louie, Mr. Robot.

Li pouquissimo quadrinhos, na realidade, quase nenhum. O mercado de quadrinhos Brasileiro esta em seu auge, mas mesmo assim, não fico entusiasmado.

O estrangeiro eu larguei de mão, ninguém merece ser torturado com quadrinhos da Marvel e DC.

Penso em mudar o nome do blog, deixar ele voltado apenas para séries, já que leio cada vez menos… seja livros ou quadrinhos.

Essa questão deixarei em aberto por enquanto, por hora o que sinto necessidade é de escrever.

True Detective, vale a pena ver.

março 20, 2014

true-detective2

Alguns amigos pediram para eu escrever sobre a série True Detective, depois de recomendar ela. Já escrevi algumas vezes sobre séries aqui, então acho justo dar um espaço para a série, mas para forçar esses vagais, deixo para os temas mais básicos sobre ela para ser pesquisados na internet mesmo, quer saber sobre algo? Pesquisa no google pô!

Enfim, vou falar sobre a série sem tentar me dar spoilers, se vazar algum, se fode aê.

True Detective, como a série antológica que é, trás cada temporada com histórias fechadas, isso é muito interessante, pois além dessa primeira temporada termos dois atores estrelas participando (sem contar o ótimo elenco coadjuvante), esses dois Matthew Mcconaughey e Woody Harrelson, nas próximas temporadas a quantidade curta de episódios unido ao fato de que ela vai ser fechada pode dar espaço para outros atores conhecidos participar. Afinal, hoje em dia temos Kevin Spacey no Netflix, e tantos outros atores que migraram do cinema para o teatro, esse é um dos pontos que gostaria de levantar sobre ela.

O segundo ponto fica com Nic Pizzolato, criador da série, considerado iniciante mesmo já sendo roteirista de The Following, protagonizada por outro ator proveniente de cinema, Kevin Bacon, com uma temática que envolve investigação policial, esse estreante tem muito potencial nessa área, pois como o nome sugere, True Detective é muito relacionamento e bastante investigação.

Os personagens de Mcconaughey e Harrelson, ambos Rust Cohle e Marty Hart investigam um bizarro assassinato, no qual após um tempo de investigação, descobre que se trata de um Serial Killer que vem agindo há bastante tempo no estado de Louisiana, enquanto Rust é um excelente detetive, com diálogos sobre teoria de cordas e até realidade alternativa, faz o povo classe média de Louisiana quebrar a cabeça para entender o que ele quer falar, antissocial, tem uma  história pesada, e apesar de não mostrar fica subentendido que ele conhece muito sobre cultura e costumes orientais, além de citar que medita, quando luta tem uma tendência a vencer os inimigos com torções.  Já Marty Hart é o retrato do policial mediano, apesar de ser mais velho na profissão, não consegue conduzir a investigação, apesar disso, com o tempo descobrimos que não é má vontade de sua parte, apenas o serviço de policial estadual em homicídios não é a área dele. Quando tem sua própria empresa de investigação Marty demonstra ser um brilhante e excepcional detetive, o que me leva ao terceiro ponto que gostaria de ressaltar a falar sobre a série, que seria a mudança dos personagens.

Mudança, a primeira temporada com 8 episódios, mostra a mudança dos personagens logo no primeiro episodio, por meio de depoimento, os dois ex-tiras vão detalhando todos os passos de suas investigações, enquanto Marty mudou e muito para melhor depois que saiu do emprego de policial na área de homicídios, Rusty já caiu em um estado de deterioração com seu corpo que a mudança fica visualmente na tela, a caracterização dos personagens é sublime na passagem de tempo, Mcconaughey que ano após ano tem se mostrado ótimo ator, também tem mostrado uma ótima aptidão para moldar seu corpo conforme o papel que faz, só fer Reino de Fogo, que tem seu parceiro Cristian Bale, outro mestre em emagrecer em um filme para ficar forte em outro. Não atoa, os dois atores ganharam oscar nos últimos anos, respectivamente melhor ator e ator coadjuvante.

Depois dessa parte, parto para o quarto ponto que gostaria de reverenciar na série, as personagens femininas, talvez seja um lado negativo da série, não é algo que me incomode, mas incomodou muitx feminitxs. No caso, seria sobre a pouca participação de mulheres nessa temporada, sendo relegadas apenas a papeis bem pequenos (com exceção da mulher do Detetive Marty), realmente tenho que admitir que esse é um erro, e é um assunto complicado, já tratei sobre isso diversas vezes. É de praxe em algumas séries, principalmente as mais adultas, esse assunto. Mas me tranquiliza saber que na próxima temporada, Nic Pizzolato está preparando um roteiro com protagonistas mulheres. Temos que verificar que a série tem 8 episódios, no qual se passa 17 anos. É muita historia em um tempo um pouco curto de 8 horas, muita coisa ficou de fora, não acho que essa questão deteriore o meu critério sobre a série.

Como meu tempo é curto, gostaria de ressaltar apenas outros 2 pontos, rapidamente: O primeiro é o que já foi bem falado, a série tem bastante influencia de quadrinhos nela, apesar de não parecer visualmente, em seus diálogos tempos referencias a obras de Alan Moore (Top Ten), e muito das teorias malucas de Grant Morrison, além de citar o assassino como “Rei Amarelo” não me deixa esquecer do Assassino Amarelo, de Sin City do Frank Miller. Fica aí o espaço para quem curte HQs comentar sobre isso.

Já sobre outra coisa interessante, por ser uma temporada relativamente curta, todos os episódios são escritos por Nic e dirigidos por Cary Fukunaga, isso dá uma identidade única a série, como se fosse um filme extendido, diferente de outras séries que geralmente são dirigidas e escritas por diferentes diretores e roteiristas.

Fora disso, uma área que gosto bastante, da política, está lá, mesmo que em alguns momentos bem de leve, só observar o sarcasmo de Rust quando tentam criar um departamento “contra crimes cometidos a cristãos”. Algo assim seria como um departamento que investiga crimes cometidos contra gente branca, não?

Enfim, espero ter esclarecido alguns pontos positivos/negativos sobre a série que gostaria de compartilhar com quem se interessou, mas foi vagal o suficiente para não pesquisar no google, mas que confie em mim a ponto de querer saber minha opinião. Eu sou suspeito, pois amo histórias de detetives e assassinos seriais, adoro psicologia criminal, li diversos livros (Serial killers made in Brazil e Serial Killers: Louco ou Cruel), além de outros como “Mentes Criminosas” e livros de ficção ou quadrinhos na área, é algo que gosto muito, então fico agradecido pelo convite!

A série de comédia da década.

agosto 2, 2013

workaholics-01

No canal Comedy Central, além dos desenhos South Park, Ugly Americans, da misógina, racista e totalmente politicamente incorreta da mesma maneira que consegue ser engraçada, Tosh O., há também uma série de comédia que consegue superar os roteiros engraçados a cada episódio. Seu nome? Workaholics.

A série apresenta três empregados de uma empresa de telemarketing, Adam, Blake e Anders, aonde os protagonistas enfrentam bizarrices do cotidiano, ora acidentais, ora causadas por eles mesmo. A irresponsabilidade é a marca registrada dos episódios e os personagens conseguem ficar cada vez mais sem noção. Dividindo uma casa alugada, ela é palco para diversas festas e desventuras de nossos infortunados heróis, que por uma síndrome de Peter Pan, ainda se consideram adolescentes. Então dá-lhe Drogas, bebidas alcoólicas, pranks de escritório. Dá-lhe o tão comum desejo de sempre pegar mulher e a maneira de expor esse desejo tão comum entre os jovens. Poderia ser uma cópia imbecil de American Pie, não fosse um roteiro que prima por situações nonsense e situações bizarras de humor, unido com cenas gores que não seria mostradas na sessão da tarde. Difícil de entender? Então vamos lá, se pegar para analisar, cada episodio tem uma situação absurda que justifica outra ação mais absurda ainda, por exemplo. Como Blake andava com um cachorro morto, cheio de cabelo e porra, aonde o usou para adiar um julgamento no qual estavam perdendo? Ou como um episodio todo faz uma relação deles com o traficante como se fosse um termino de romance? Ou como explicar um episodio aonde todos acordam depois com uma ressaca e o episodio termina no ponto aonde começou? O roteiro é ótimo, e as situações absurdas são explicadas. O sentimento de vergonha alheia lembra um pouco The Office.

Criado pelos três atores, mais o traficante deles, o Karl, que rouba as cenas na qual aparece,  a série ainda conta com outros coadjuvantes engraçadíssimos, como Waymond, um baixinho mudo(que trabalha com telemarketing!).

Falando sobre drogas, este é um tema recorrente sobre a série, e praticamente em todos os episódios, os protagonistas utilizam uma droga diferente, como LSD, Antidepressivos, Maconha, cogumelos, gases(?) e várias outras que eu não consegui identificar.

Temas polêmicos são abordados com frequencia na série, que apesar de ter protagonistas ingênuos e zoeiros, não ofende o telespectador, pois eles estão claramente como personagens vivendo situações que podem ser reais, diferente de um tal de Rafinha Bastos, que conta sobre sua vida, faz piadas sobre estupros e diz que era o personagem.

Enfim,

se tem dúvidas sobre assistir, segue ai um video aonde o traficante Karl enfrenta (com um Dildo), Cortez, um colega de escritório dos rapazes.

https://www.youtube.com/watch?v=TNAENgQPljw