Fargo 3ª Temporada – Tá ruim e tá bão

junho 6, 2017

17498638_1012217652245409_1325377021198535022_n.jpgAtenção, contém spoilers sobre a trama! Não ligo se você se importa sobre isso ou não. Adoro spoilers e ler sobre séries, esse é um espaço de debate, então seja bem vindo para ler, comentar, criticar, deixar sua observação. Mas não diga que eu não avisei.

Adorei a primeira temporada de Fargo, tensa, com mortes o tempo todo e um desfecho positivo, diferente de alguns dos filmes dos irmãos Coen que inspiraram a série. Fiquei contente como tudo se desenvolveu, mas ainda tenho ressalvas do quanto de inspiração que a primeira temporada pegou dos filmes dos irmãos Coen, algumas partes pareciam ter saído dos filmes, tamanho similaridade

Já a segunda temporada teve um problema de desenvolvimento em seu início, e eu conheço muita gente que não aguentou chegar até a metade dela, até hoje quando falo sobre a série, algumas pessoas que não tiveram saco para continuar falam “nossa, fargo, aquela série chata que não se desenvolve!”. Geralmente, não falo nada, mas tadinhos gente. Digo isso porque quando a série engrena, é uma sucessão de: 1 – Mortes, 2 – Cenas que faz seu coração apertar e doer de tanta tensão, 3 – Momentos Kristen Dunst ( que foi injustiçada no Globo de Ouro – prêmio de melhor atriz foi para Lady Gaga) e 4 – Aliens!

Logo de cara a segunda temporada se distanciou do filme e da primeira temporada não utilizando apenas o tempo, por se passar nos anos 70, mas também pela inclusão de algo inédito na série, FUCKING ALIENS! Enfim, não tem muito o que falar neste momento porque o songo mongo aqui perdeu a chance de comentar a série na época, agora não tenho todas as lembranças claras e quero falar sobre a terceira temporada, que estreou em Abril e logo logo deve acabar.

Vamos lá: Fargo, 3ª Temporada se passa em 2010, e logo de cara trás um dos chamarizes das outras temporadas: O elenco topperson de linha, Ewan Mcgregor embarangado para fazer o papel de dois irmãos com problemas de relacionamento – nota 10 para a maquiagem, Carrie Coon como a chefe de polícia que trabalha dentro de uma biblioteca que também funciona como delegacia, Mary Elizabeth Winstead, atriz de Scott Pillgrim e Rua Cloverfield, David Thewlis, o eterno Lupin de Harry Potter ótimo como o vilão da série.

Logo de cara, o ritmo da terceira temporada joga um banho de água fria nos espectadores: Não vai ter matança tão cedo, o que não é ruim, pois todos os 7 episódios constroem oportunidades e um fundo para o que o oitavo (de dez), deve trazer.

Estão presentes, o humor negro, morte acidental, situações constrangedoras, frio e neve, cenas em estacionamentos, entre outros requisitos básicos que faz parte do universo de Fargo!

Falando de estacionamentos, temos um dos protagonistas dono de uma rede de estacionamentos, vivido por Ewan Mcgregor. Em contrapartida, o ator também interpreta o irmão fracassado, que culpa todo suas falhas em uma troca que ocorreu quando os dois eram novos. A partir daí se desenrola o roteiro, pois o irmão fracassado, Ray, é um oficial de condicional e pressionado por sua namorada, uma ladra em condicional, acaba tentando roubar o selo do irmão.

Emmit, o irmão sucedido, descobre que um empréstimo milionário que pegou alguns anos atrás, na época da crise, não foi de um banco ou credores como pensava. E sim agiotas especializados em emprestar dinheiro para negócios em troca de se tornar sócio, e assim, usar estes negócios para atos ilícitos.

Do outro lado, temos a chefe de polícia, Gloria, interpretada por Carrie Coon, investigando a morte de seu padastro.

É aí que tudo começa a dar errado, a lá fargo, e as três histórias se entrelaçam entre si, algumas observações:

Há um episódio todo voltado para a carreira de escritor de ficção cientifica que o padrasto de Gloria teve. Apesar de eu ter achado fora do contexto, foi interessante assistir esse episódio na mesma semana que assisti um documentário sobre a produção de Blade Runner, no qual contam uma cena de Philip K. Dick visita o set de filmagens e assiste algumas cenas do filme.

Não consegui entender como a personagem de Mary Elizabeth Winstead, Nikki, está viva até agora. Os capangas poderiam ter matado ele em duas ocasiões, mas não o fizeram. Logo no inicio eles executam um velho só porque ele pesquisa o nome do chefe deles na internet!

Houve um link entre a primeira e a terceira temporada, mais precisamente o mesmo ator que faz o assassino mudo da primeira, está na segunda, aparentemente com o mesmo personagem.

Temos um Russo e um Chinês como o capanga de Vargas. Seria coincidencia se o tema do comunismo não aparecesse algumas vezes, como no inicio do primeiro episodio aonde o inicio se passa na alemanha oriental dos anos 70, no retrato de Stalin que sempre aparece quando Vargas usa o computador, ou nas citações do capanga Russo sobre como era a vida na sibéria.

A tensão é maior em cada episódio. Conhecendo a série e o filme, sei que a qualquer momento um personagem pode rodar! Por isso o título “tá ruim e tá bão”, ruim, porque é horrível esperar toda semana para o desfecho, bão porque as cenas são bem produzidas, o roteiro está afiado, a atuação está ótima e sabemos que jajá vai ter uma reviravolta na ação. Os episódios oito e nove, que são os próximos, prometem. Os produtores tem noção disso, pois enviaram na lista de indicados ao emmy, os atores tem noção disso, é crescente a tensão até aonde não há necessidade, tanto da chefe de polícia como dos outros atores, é como se soubessem que algo vai acontecer a cada instante. E os fãs sabem disso, pois conhecendo fargo, será dificil a série errar depois de dois excelentes acertos.

 

 

 

março 30, 2017

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Sim, eu comecei a assistir Girls, decidi ver alguns episódios com minha esposa e quando nós dois percebemos, já estávamos na quinta temporada.

Pensei um bocado sobre resenhar essa série, afinal, ela é polêmica por si só. É considerada por uma parcela de feministas como não inclusiva pois em seis temporadas não tivemos personagens negros de destaque, além de linguagem ofensivas para mulheres, como: cunt, bitch etc.

É complicado falar da série ignorando esses dois fatos, mas não sou mulher e também não sou negro. Vamos cair na real: cerca de catorze por cento da população americana é negra, é pouco? Se comparado com o Brasil, sim. Porém temos outro fato, a série se passa no Brooklin, então não é só faltar com representação como com a identidade cultural de um dos bairros mais famosos do EUA. Fica explicito essa hipocrisia comparado com séries como todo mundo odeia o Chris, aonde a mitologia urbana de Bed-Stuy faz parte da série. Talvez se olharmos pelo angulo em que Brooklin quase ganha vida com a série de Chris Rock isso atenue um pouco. Mas vamos lá, estamos na sexta temporada e até agora só vi dois personagens negros ganhar algum destaque. O primeiro ainda era republicano.

Quanto aos palavrões, acredito que por próximo que seja os personagens da vida real, muitas palavras são proferidas em momentos que os personagens estão estourados, não tem muito o que falar.

Apesar desses problemas, Girls tem o selo HBO, o que fez todo diferencial, duvido que em uma AMC Lena Dunham teria liberdade que vemos na série, o enredo e o roteiro é o ponto forte da série, com um começo morno, logo eu estava torcendo pela Hannah, e apesar da série ter algo que não gosto muito (com exceção de Shoshana e Ray) que é o fato dos personagens serem escrotos o tempo todo em seus relacionamentos, amigos e parentes, chegando a alguns momentos surreais, a maneira que temas para pessoas de minha idade (27 anos) são tratados é excelente. Todos personagens são dependentes financeiramente dos pais, apesar de terem alcançado seus quase 30 anos, faz parte dessa nossa geração “MILLENAILS”.

zosia-mamet

Citei Shoshana e o Ray acima e este são disparados meus personagens favoritos, a temporada em que ela está no Japão é engraçadíssimo e o Ray só não seria um personagem melhor porque ele é gente boa e ao mesmo tempo reclamão demais, porém os dois dão uma quebra na escrotice dos personagens e eu acredito que o meu ponto favorito na série é quando um personagem que é escroto o tempo recebe o karma e alguém é mais escroto ainda com ele.

Outro personagem que eu gosto é o Adam, talvez mais pelo ator simpático do que pelo personagem (que já foi de obsessivo compulsivo com relacionamentos a obsessivo compulsivo por bebês, mas tudo bem) teve um plano de fundo forçado – alcoólatra em recuperação desde o início da série o que é desnecessário e foi criado apenas para dar alguma profundidade ao personagem que estava perdido no roteiro, para vocês terem ideia essa questão foi jogada no vendo, mas nunca realmente abordada. Também tem outras questões forçadíssimas como: casais apaixonados que se traem em pouquíssimo tempo, casamentos que são desmanchados em poucos episódios e algumas subtramas com pouca profundidade.

Ah, e tem o Jeremiah, talvez um dos melhores personagens, pau a pau com a Shoshana

Mas no geral a série é boa, não cansa muito, tem excelente trilha sonora. Mas na minha opinião, depois de seis temporadas, nenhuma das personagens femininas adquiriu uma característica forte ou notável. Digo, eles até tentaram com a Hanna em diversas partes, mas falharam, das quatro – Hanna, jessa, Marnie e Shoshana, apenas a última é memorável.

Hanna é engraçada, mas deixa a desejar na personalidade fraca da protagonista. Marnie, que começou muito bem, praticamente ficou apagada, e Jessa, bom, Jessa é uma escrota.

Voltei!

março 21, 2017

Após quase 2 (dois) anos, decidi voltar com o blog.

Muita coisa aconteceu, comecei duas empresas, fechei uma, voltei a trabalhar com informática.

Parei de desenhar, voltei a desenhar, parei e voltei recentemente.

Fiz diversos textos, nenhum deles para ser publicado, comecei um livro e larguei na pagina 30.

Li alguns poucos livros, em especial os do Harry Potter,

Sim, virei Potter maníaco.

Vi muita, mas muita série para falar aqui, dentre elas: Fargo, Girls, Louie, Mr. Robot.

Li pouquissimo quadrinhos, na realidade, quase nenhum. O mercado de quadrinhos Brasileiro esta em seu auge, mas mesmo assim, não fico entusiasmado.

O estrangeiro eu larguei de mão, ninguém merece ser torturado com quadrinhos da Marvel e DC.

Penso em mudar o nome do blog, deixar ele voltado apenas para séries, já que leio cada vez menos… seja livros ou quadrinhos.

Essa questão deixarei em aberto por enquanto, por hora o que sinto necessidade é de escrever.

Providence promete.

julho 15, 2015

providence alan moore lovecraft

Acabei de ler Providence, novo quadrinho do Alan Moore com Jacen Burrows, espero que saia no brasil logo, pois acredito que isso se trata de mais um dos clássicos do Moore, só que em um nível peculiar.

Há fortes referencias as obras de Minecraft, com direito a participação de um personagem de uma de suas mais horripilantes histórias.

Tem alma no trabalho de Alan Moore, ele sabe muito bem como contar uma história e não tem medo de mostrar isso.

Por outro lado, Jacen Burrows se superou na arte, antigamente não gostava muito dele, mas suas capas e a narrativa não decepcionam, as páginas silenciosas mostram que ele sabe botar no lápis as descrições do Alan Moore, enfim, vale a pena procurar o scan na internet, agora tá fácil de achar, em inglês, porque os blogs de fãs nerdões de scan no Brasil só sabem postar quadrinhos da Marvel/DC, entre outras coisas de mongolão.

Alan Moore sempre estuda bem a arquitetura sobre a cidade que escreve, isso fica claro nos painéis, legal os comentários situados na época em que se passa a história, como as mulheres ainda não ter o direito de votar, e sem contar as diversas referências ao Rei Amarelo.

Mas se tiver preguiça, devo comentar cada edição aqui.

Das maravilhas do Netflix: Trailer Park Boys

julho 7, 2015

A minha cena favorita de Trailer Park Boys acontece entre a primeira e a segunda temporada, não me lembro exatamente qual episódio. Na cena ocorre um dos corriqueiros tiroteios da série, aonde um dos atores da equipe de filmagem leva um tiro. E é socorrida pelo elenco.

Criada em 2001, a série durou diversas temporadas, filmes e especiais, até ser cancelada no sexto ano em 2008. Em setembro de 2014, Netflix comprou a série, como fez outras vezes, e a ressuscitou, lançando duas temporadas que apesar de não ter o mesmo fôlego, ainda trouxe boas histórias.

Ricky, Julian e Bubles são três amigos de infância, que cresceram e chegaram a idade adulta no estacionamento de trailer de Sunnyvale, Canadá, os três, e entre eles especialmente Julian e Ricky, são trambiqueiros e tentam ganhar a vida da maneira mais fácil possível, como roubos, golpes e assaltos, aonde em determinadas partes chaves, termina com um deles baleados ou mesmo com todos presos, aliás, a cadeia é um aspecto importante na série, aonde aparentemente no Canadá assim como no Brasil, criminosos crescem e convivem com idas corriqueiras a cadeia, com a diferença da qualidade das cadeias do Canadá comparado as masmorras que temos no Brasil.

Apesar de ser mais um mockumentary que todos estão de saco cheio de assistir (apesar que deste gênero saiu também Parks and Recreation e The Office – USA), o recurso é inovado pelas periódicas interações com a equipe de filmagem, como o tiro que o rapaz leva, Ricky querendo bater em um dos responsáveis pelo microfone, ou um maluco Mr. Lahey, conhecido antagonista dos personagens centrais, que ataca com spray de pimenta todos os personagens, o camera man e o policial.

A série terminou em 2008, mas após ser comprada pelo Netflix, depois de 06 anos em 2014, percebemos os mesmos personagens velhos, cansados, distantes da sonhada aposentadoria que comentam ao decorrer da série, tentando em vão enriquecer por qualquer meio, junto a mais uma quebra da quarta parede, que além de encenar para as câmeras, os atores atuam em palco aonde tentam vender bagulhos, xavecar a plateia, entre outras coisas.

Se tem algum pecado, é o Netflix Brasil não organizar da forma correta as apresentações ao vivo, filmes e episódios  da série, além de aparentemente não disponibilizar o primeiro filme e algumas outras apresentações, aonde a história fica meia desconexa.

Apesar disso, tem ótimo roteiro (apesar de atropelar/modificar alguns personagens entre o final e o inicio da série), e foi renovada para mais uma temporada, que deve sair neste mês.

Abaixo, segue uma compilação do Ricky atirando coisas:

Sobre Scullys e Mulders

maio 6, 2015

Dei uma olhada nas primeiras edições de Arquivo X, a décima temporada.
E não é de se estranhar que depois de mais de un ano o sucesso da HQ tenha ajudado ao retorno da série:

Sem ataque de estrelismos de David Duchovny e com controle de Chris Carter como editor, em poucas edições sabemos que os Lone Gunmen não estão mortos, nem mesmo o Câncer Man ( sim dou spoilers, se você não sabe disso, tchau ).
Espero que a série faça una adaptação ou aproveite as idéias dos quadrinhos, senão isso seria algo a se lamentar.

Acompanhe de alguém que se importou mais em datalhar nessa pagina da Wikipedia: http://en.m.wikipedia.org/wiki/The_X-Files_Season_10

Arquivo X vai voltar?

março 26, 2015

Segundo o UOL a Fox vai encomendar  duas temporadas novas de Arquivo X. Recentemente assisti todas as temporadas, foram dias e dias de tensão e um final deprimente. A série já retornou nos quadrinhos no ano passado, sem termina previsão de publicação no Brasil, nos quadrinhos iria iniciar uma nova temporada a partir da série de TV, nos moldes do que aconteceu com Buffy. Talvez os quadrinhos fizeram sucesso o que viabilizou a continuação da série, quem sabe. Os criadores e os atores estão comprometidos a voltar.

Vale lembrar que Twin Peaks deve voltar em 2017, os fãs dos anos 90  piram.

Sem tempo para ler.

março 23, 2015

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Final da terceira temporada de House of Cards deixou a desejar.

Parks and Recreation acabou! Vai deixar saudades e ainda falarei mais da série, enfim, agora de comédia apenas Workaholics, que tem recebido participações especiais essa temporada: mais precisamente Ben Stiller, Jack Black e Douph Lundgreen.
Uma nova tentativa para assistir Seinfield com a patroa se inicia, assim como Downtown Abbey, mas essa já foi sugerida pela Lelia.

Ouvi muita gente

março 13, 2015

Babando ovo do Squarespace, me cadastrei, baixei o APP, mas de boa? Ainda to preferindo o WordPress.

Volta de novo.

março 2, 2015

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Desafios do dia:
(X)Baixar o aplicativo do WordPress na internet capenga da claro.
(X)Lembrar a senha do blog.
(X)Postar no blog.

Se até o cocadaboa voltou, bora mulek.

Série finalizada:

(X)A sete palmos: sem dúvida, uma das melhores séries de todos os tempos, House of Cards, Guerra dos Tronos, Walking Dead entre outras ainda tem que comer muito arroz com feijão para chegar nos pés de SFU. E como não desejar um enterro ecológico como do Bate quando morrer?
(X)House of Cards meio da segunda temporada. Eu não sei vocês, mas séries com personagens inteligentes demais irritam. Os sucessos estão com protagonistas homens e mulheres que tenham um nivel intelectual de quase toda a população. Você se identifica com o/a personagem. Vide Sopranos, Sete palmos. Personagens muito inteligentes enchem o saco porque você sabe que tem um monte de roteiristas por trás se esforçando para fazer citações que ninguém vai entender e nem achar graça. Bazinga.
Felizmente existe ainda aquele personagem ccom a inteligencia um pouco acima da média humana, como é o caso de Francis e Claire, no qual você consegue pensar e achar soluções juntos com eles. Série ta valendo a pena, por enquanto.

Livros:

(X) Não li nenhum, mas me esforcei, porém Deus: um delírio é maçante e chato demais.